Qual trabalhador consegue viver com quase dez dias de atraso nos salários?

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Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Silva

Categoria protesta no Hospital Regional de Sobradinho

Com quase dez dias de atraso no recebimento do salário do mês de agosto, que já deveria ter sido depositado no último dia 6 de setembro, 5º dia útil do mês, cerca de 2.200 trabalhadores terceirizados na limpeza e conservação da rede pública de Saúde do Distrito Federal, já não sabem mais como vão pagar suas contas atrasadas ou alimentar os seus familiares.

Esse foi o dramático relato da auxiliar de serviços gerais, Samara Santana (nome fictício por medo de represálias), empregada na BRA Serviços, empresa contratada pela Secretaria de Saúde do DF, para a prestação dos serviços no Hospital Regional de Sobradinho.

 

Dona Isabel, presidente do Sindiserviços-DF, informa sobre a continuidade da greve

Presente na manhã desta quarta-feira 15, na greve deflagrada na última segunda-feira 13, organizada pelo Sindiserviços-DF, sindicato que representa a categoria, os trabalhadores presentes no movimento paredista em praticamente todos os hospitais públicos, postos de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), decidiram que só retornarão para os postos de trabalho quando receberem os seus vencimentos.

Segundo o diretor do Sindiserviços-DF, Osmar Felix, até o momento só há promessa no recebimento dos salários, mas efetivamente nenhum deposito foi feito na conta da categoria.

Felix, presente no piquete de greve na porta principal do Hospital Regional de Sobradinho, também informou, após consultar alguns outros locais de greve, que a Empresa BRA Serviços ainda não havia creditado o salário dos trabalhadores e que a tendência será a de ampliação da greve.

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