Trabalhadores terceirizados na Saúde do DF pedem socorro

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Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Silva

Em plena pandemia do Covid-19, cerca de 4 mil trabalhadoras e os trabalhadores terceirizados na limpeza, higienização, conservação e portarias dos principais hospitais públicos, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e postos de saúde em todo o Distrito Federal (DF), estão passando por estrema dificuldade financeira devido à falta dos salários.

A direção do Sindiserviços-DF – sindicato que representa a categoria, já tentou de todas as maneiras sensibilizar os patrões para quitar a dívida com os seus empregados atrasados desde o último dia 5 de março, quinto dia útil do mês, conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

Porém, diante do jogo de empurra e constantes atrasos salariais, o que as empresas alegam falta do recebimento de parcelas contratuais da Secretaria de Saúde (SES/DF). Questão, como esclareceu o Sindiserviços-DF, que não diz respeito à relação trabalhista com seus empregados, sendo de inteira responsabilidade das empresas resolver os imbróglios comerciais com o Governo do Distrito Federal (GDF).

O que não restará alternativa e mínimas condições para prestação dos serviços pelos trabalhadores com eficiência, no que serão obrigados a terem que paralisar as suas atividades a partir do próximo dia 11 março.

Empresas e locais

No Instituto Base (Hospital de Base de Brasília), Santa Maria e várias UPAs, que são administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal – Iges-DF, que tem a Empresa Apecê, os auxiliares de serviços gerais e recepcionistas vira e volta são prejudicados com constantes atrasos salarias.

Já a Empresa BRA Serviços, responsável pela prestação dos serviços de limpeza, higienização e conservação no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Hospital Materno e Infantil de Brasília (Hmib), além dos hospitais Regionais de Planaltina, Sobradinho, Ceilândia, Taguatinga, Guará, Gama, Samambaia, Brazlândia e Paranoá, juntamente com vários postos de saúde e na própria Secretaria de Saúde, transformou numa perversa rotina atrasar os salários dos seus empregados.

Para a direção do Sindiserviços-DF, não é possível e aceitável tamanho descaso com à população do Distrito Federal, principalmente nas áreas prioritárias de combate à pandemia do Covid-19, quando se contrata empresas que não têm o menor comprometimento com milhares de pais e mães de família que são seus empregados e, grande parte, como constatou o sindicato, já não têm condições financeiras de quitar as suas dívidas e alimentar os seus familiares.

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