Panfletagem alerta para necessidade do combate a aids e ao preconceito

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Embora muitas conquistas tenham sido alcançadas no que diz respeito aos medicamentos e formas de prevenção, o preconceito e a consequente exclusão social ainda se revelam como os principais vilões que impedem o diagnóstico e o tratamento da AIDS. Nesse sentido, para esclarecer a população sobre a doença e como se prevenir, nesta terça (5), a CUT Brasília realizou uma panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto.

 

Durante a ação, além de entregar preservativos, as dirigentes sindicais, por meio do diálogo direto, levaram informação e conscientização a quem passava pelo local. “Aids é uma palavra que choca e as pessoas têm até mesmo medo de falar. Mas, hoje, há tratamento e precisamos ter esse conhecimento. Por isso, estamos aqui, dialogando com a sociedade sobre a necessidade de se prevenir e combater esse vírus”, destacou a secretária de Saúde do Trabalhador da CUT Brasília, Selene Siman.

 

Dados de uma pesquisa chamada ATLIS (AIDS Treatment for Life International Survey ou Pesquisa sobre Tratamento para a AIDS em Âmbito Internacional), realizada com cerca de 3 mil pessoas soropositivas em 18 países, inclusive no Brasil, mostram que a maior apreensão dos pacientes HIV positivos está relacionada ao preconceito e exclusão social. Prova disso é que aproximadamente 34% dos entrevistados largaram a terapia por temer os efeitos colaterais e outros 26% sequer iniciaram o tratamento.

 

“Ainda hoje, os portadores do HIV sofrem muito. Além vírus que é devastador para a saúde física e psicológica, tem o agravante emocional, causado pelo preconceito. Isso é muito ruim para quem está lutando contra a doença”, avaliou a secretária das Mulheres Trabalhadoras da CUT, Sônia Queiroz.

 

Como ocorre a infecção?

O HIV, vírus da aids, pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno. Ou seja, pode beijar, abraçar, dar carinho e compartilhar do mesmo espaço físico sem ter medo de pegar o vírus.

 

Assim pega:
– Através de relações sexuais (anal, vaginal e oral) sem o uso do preservativo, caso o seu parceiro esteja contaminado.
– Através da troca de sangue.Se você recebe por exemplo, transfusão de sangue ou de derivados do sangue contaminados. Ou se vocês partilha agulhas e seringas contaminadas (no uso de drogas injetáveis, por exemplo)
– Instrumentos que furam ou cortam, que não estejam esterilizados
– Da mãe infectada para seu bebê durante a gestação, o parto e a amamentação.

 

Assim não pega:
– Através de ações comuns da vida cotidiana
– Através do beijo na boca, beijos e caricias.
– Alimentação, pratos, talheres, copos e outros objetos
– Pelo ar, tosse, espirro, suor, lagrima ou saliva
– Vestuário
– Assento de ônibus
– Aperto de mão ou abraço
– Contato com animais domésticos
– Picada de inseto
– Vasos sanitários, banheiros, chuveiros, piscinas
– Doação de sangue, em centros de coleta confiáveis.

 

Para realizar o diagnóstico é necessário fazer o exame em qualquer hospital ou centros de apoio e aconselhamento. Para saber qual o posto de saúde mais próximo da sua casa ou trabalho, ligue 136.

Fonte: CUT Brasília
https://youtu.be/Jg6vKN-87Ws