Dia da Consciência Negra, momento de reflexão e luta para milhares de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados

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Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Oliveira Silva

Para a presidente do Sindiserviços-DF, sindicato que representa milhares de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados no Distrito Federal (DF), o domingo 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, certamente que serviu para a categoria refletir sobre o porquê somos a maioria da classe trabalhadora brasileira e continuamos sendo os profissionais mais atingidos com a retirada das garantias trabalhistas e recebemos os menores salários?

É o que tem constatado nos últimos anos a Central Única dos Trabalhadores (CUT), por meio de dossiês e pesquisas que têm sido realizadas no país inteiro, principalmente pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no qual detalha as dificuldades e deficiências do mundo do trabalho terceirizado.

De acordo com o documento, 26,8% dos trabalhadores brasileiros são terceirizados.  Essas pessoas têm, em média, um salário 24,7% do que o empregado direto.

Os terceirizados também são os que permanecem por menos tempo no trabalho. Segundo o Dieese, a média de permanência no emprego, no caso dos terceirizados, é de 2,7 anos, enquanto os empregados diretos ficam cerca de 5,8 anos no emprego.

A rotatividade também é alta – o dobro da detectada entre os empregados diretos. Enquanto os que são funcionários diretos têm uma taxa de rotatividade de 33%. Já os terceirizados chegam a 64,4%.

 

Contracs-CUT

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comercio e Serviços – Conrtracs-CUT, o fato é que o racismo persegue, subtrai direitos, mata, gera rejeições e muito, muito sofrimento.

Por mais que se fale e se combata, o racismo no Brasil ainda reduz drasticamente a renda da população negra, lhe impossibilita a ascensão social e interdita os acessos aos lugares de prestígio.

A maioria das nossas instituições, assim como o Estado, se moldaram sob a égide excludente do racismo. O mercado de trabalho, o sistema educacional, as forças de segurança e a própria distribuição espacial da nossa população foram moldados para segregar.

A presidente do Sindiserviços-DF, ressalta que a categoria no DF tem conseguido avançar significativamente nas suas últimas Convenções Coletivas de Trabalho (CCT).

Porém, os ataques sistemáticos contra normas trabalhistas que compõem à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), têm ampliado demissões com a Carteira de Trabalho assinada e vem tentando reduzir o poder de força de luta e organização das entidades sindicais, lamenta.

Por fim, destaca as novas perspectivas eleitorais, o que poderá melhorar o cenário e condição de vida para as trabalhadoras e trabalhadores terceirizados nos governos federal e local, assim como nos condomínios e empresas privadas no DF.

 

Sindiserviços-DF – Unidas e Unidos Somos Fortes!!!

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