Nota de repúdio ao veto do governador Ibaneis à nomeação da Praça Marielle Franco

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Thaísa Magalhães – Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT DF

Samantha Sousa – Secretaria da Combate ao Racismo da CUT

 

Consequência do machismo enraizado na sociedade e banalizado pelo governo federal, nos últimos anos, o Distrito Federal tem visto o sucateamento dos aparelhos públicos de acolhimento às mulheres que sofrem violências. Além disso, nota-se também que estão cada vez mais escassas as campanhas educativas para a prevenção desse tipo de crime.

Ao mesmo tempo, o DF está marcado no país como um dos lugares mais inseguros para as mulheres. O que percebemos é que os  índices alarmantes de feminicídios e de violência sexual não sensibilizam o governador a tomar medidas concretas para a prevenção dos crimes e o acolhimento das mulheres vítimas desses crimes.

Marielle Franco, brutalmente assassinada com Anderson Gomes, foi morta por representar as mulheres que vivem em situações precárias de trabalho e segurança nas periferias. A luta pela defesa e segurança das pessoas que moram nas regiões mais precárias colocou Marielle no radar daqueles que fazem a periferia ser insegura.

O DF começou o ano de 2020 com seis feminicídios em um curtíssimo período de tempo. Todos ocorridos na periferia. Mesmo diante dos fatos, o governador alega não ver relação entre a luta travada por Marielle e a luta diária travada pelas mulheres no DF, para as quais Marielle é referência de força e obstinação por Justiça.

As Secretarias da Mulher Trabalhadora e de Combate ao Racismo da CUT-DF repudiam a atitude do governador que não apenas vetou o projeto de criação da Praça Marielle Franco, como, em dezembro do ano passado, vetou parcialmente o projeto que proibia a nomeação de logradouros com nomes de torturadores identificados pela Comissão da Verdade sobre a Ditadura Militar vivida no Brasil.

Esperamos que as deputadas e deputados distritais possam corrigir esse equívoco e que, em breve, tenhamos um símbolo de força e esperança no DF com a Praça Marielle Franco.

Thaísa Magalhães – Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT DF

Samantha Sousa – Secretaria da Combate ao Racismo da CUT

http://www.cutbrasilia.org.br/site/2020/01/23/nota-de-repudio-ao-veto-do-governador-ibaneis-a-nomeacao-da-praca-marielle-franco/

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