12 DE JULHO | Dia Nacional de Mobilização contra a reforma da Previdência

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A CUT e as demais centrais sindicais vão continuar investindo pesado contra a reforma da Previdência (PEC 006/2019) de Jair Bolsonaro, que inviabiliza as aposentadorias e retira uma série de direitos. Neste sentido, foi agendado para 12 de julho o Dia Nacional de Mobilização contra a proposta.

 

A atividade foi deliberada em reunião das centrais, na última terça (25). No encontro, foi aprovada uma nota falando sobre a continuidade da mobilização contra a reforma da Previdência e da importância da unidade para derrotar a proposta nefasta de Bolsonaro.

 

“Investir na mobilização que cresce com a nossa unidade é reunir forças para convencer e vencer esta luta”, afirma trecho da nota (leia íntegra do documento abaixo).

A ideia é realizar no Dia Nacional de Mobilização “atos, assembleias e manifestações em todas as cidades e em todos os locais de trabalho”. Na nota, as centrais ainda afirmam que no 12 de julho será realizado ato em Brasília em parceria com a UNE, que estará no 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes, agendado para acontecer de 10 a 14 de julho, na capital federal.

 

Na próxima sexta-feira (28), as centrais sindicais farão um balanço dos trabalhos da semana, do andamento do processo legislativo na Comissão Especial e dos preparativos para a mobilização de 12 de julho.

 

Seis por meia dúzia

Segundo a CUT e as demais centrais sindicais, as alterações propostas pelo relator da PEC 06/2019, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), nem de longe são suficientes para ganhar o apoio das organizações de trabalhadores. Isso porque o substitutivo mantém a lógica do texto original: jogar um suposto déficit da Previdência nas costas dos mais pobres.

 

Em entrevista à Rede Brasil Atual, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirma que o texto “mantém a desconstitucionalização da seguridade social, e o que fica quebra o sistema de proteção, fratura o conceito da seguridade, que foi uma grande conquista do texto constitucional”, mesmo que tenham sido retirados do texto a questão da capitalização e as mudanças na aposentadoria rural e no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

 

Na mesma linha, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que o substitutivo “continua violento contra os aposentados pobres, contra a classe trabalhadora do regime geral, e promove um confisco”.

 

Entre os pontos acolhidos pelo relator Samuel Moreira, está o tempo de contribuição de 40 anos e a regra de cálculo dos benefícios proposta pelo governo, correspondente a 60% da média dos salários de contribuição mais 2% para cada ano de contribuição que exceder a 20 anos.

 

Leia a integra da nota das centrais sindicais

Centrais mobilizadas contra a Reforma da Previdência

As Centrais Sindicais, reunidas em Brasília na semana de 24 de junho, deram continuidade à mobilização e à atuação institucional junto ao Congresso Nacional para enfrentar a Reforma da Previdência e da Seguridade Social. Em reuniões com parlamentares de diferentes partidos políticos, reafirmamos nosso posicionamento contrário ao relatório substitutivo do deputado Samuel Moreira.

 

Renovamos e destacamos a importância de reforçar a atuação junto ao parlamento e parlamentares, visando argumentar e tratar das questões e do conteúdo dessa nefasta reforma.

 

A unidade de ação foi essencial para o sucesso das iniciativas até aqui coordenadas pelas Centrais Sindicais. Reafirmamos nosso compromisso de investir na continuidade da unidade de ação.

 

As Centrais Sindicais conclamam as bases sindicais e os trabalhadores a intensificar e a empregar o máximo esforço para atuar junto às bases dos deputados e senadores, nos aeroportos, com material de propaganda, e marcar presença também nas mídias sociais, exercendo pressão contrária à reforma em debate no Congresso Nacional.

 

Nosso estado de mobilização permanente, que deve ser debatido e confirmado em assembleia nos locais de trabalho, é a resposta para barrar a aprovação do projeto e também evitar que os pontos críticos sejam reintroduzidos no texto.

 

Declaramos que, em 12 de julho, realizaremos um Dia Nacional de Mobilização, com atos, assembleias e manifestações em todas as cidades e em todos os locais de trabalho, bem como estaremos unidos e reforçando o grande ato que a UNE (União Nacional dos Estudantes) realizará nesta data em Brasília, durante seu Congresso Nacional.

 

Em 28 de junho, as Centrais Sindicais fizeram um balanço dos trabalhos da semana, do andamento do processo legislativo na Comissão Especial e dos preparativos para a mobilização de 12 de julho.

 

Investir na mobilização que cresce com a nossa unidade é reunir forças para convencer e vencer esta luta.

Fonte: CUT Brasília, com CUT Nacional