Escravidão na limpeza das escolas públicas do DF

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Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Oliveira Silva

Qual trabalhador agüenta onze dias de atraso de salários e tíquete alimentação?

Depois de onze dias de atraso, no final do expediente desta quarta-feira 17, os três mil empregados da Empresa Juiz de Fora na limpeza e conservação das escolas públicas no Distrito Federal (DF), começaram a receber o salário referente ao mês de abril e que já deveria ter sido pago no dia 6 de maio passado.

Porem, o crédito do tíquete alimentação, que também deveria ter saído no quinto dia útil do mês, continua sem previsão de pagamento.

Indignados, os trabalhadores vivem uma dura e perversa rotina de constantes atrasos de salários e benefícios, o que inclui alem do tíquete alimentação, o pagamento pontual de reajustes da data-base, férias e o 13º salário.

Eles também reclamam que estão sempre pagando suas dividas com atraso e com pesada carga de juros, sem que a empresa reponha às perdas salariais dos rotineiros atrasos nos seus vencimentos, o que já ocorre há mais de dois anos.

Os diretores do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no DF, destacam que insistentemente cobram da empresa e da Secretaria de Estado da Educação no DF (SEEDF) uma solução quanto o pagamento pontual dos trabalhadores, porem as respostas são sempre sem objetividade.

Os sindicalistas alertam que situação é extremamente preocupante e vários trabalhadores já não têm o que comer nas suas casas, não conseguem pagar suas dividas e alguns até já foram despejados ou estão vivendo de favor com amigos ou parentes.

O Sindiserviços-DF também denuncia constantes ameaças de corte do ponto ou ameaça de demissão e transferência para um posto de trabalho bem mais distante da residência do trabalhador, como forma retaliação caso o terceirizado faça greve para reivindicar os seus direitos e que estão sendo desrespeitados.

A Empresa Juiz de Fora detém quase 50% do contingente de cerca de 6800 terceirizados na limpeza das quase 700 escolas e que compõem a Rede Pública de Ensino do DF, incluindo as escolas rurais.

Os outros quase 1.800 trabalhadores estão distribuídos nos contratos da SEEDF com as empresas Servegel e Real JG, que já pagaram os salários e o tíquete alimentação, mas também costumam atrasar, finaliza os diretores.  

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