Trabalhadores terceirizados no DF em greve na Saúde e na Educação Pública

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Empresas contratadas pelo GDF na Saúde e Educação atrasam novamente os salários e tíquete alimentação dos terceirizados

 

Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Oliveira da Silva

Nesta quarta-feira (10), os trabalhadores terceirizados na limpeza e conservação do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) e dos hospitais de Brazlândia, Taguatinga, Ceilândia, Guará, Núcleo Bandeirante, Santa Maria, Samambaia e do Gama, empregados das empresas Ipanema e Apecê, ampliaram o movimento grevista iniciado na tarde dessa terça-feira (09), conforme explica os diretores do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no DF.

As empresas prestadoras de serviços para a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) já deveriam ter pagado os trabalhadores desde o ultimo dia 6 passado, quinto dia útil do mês.

Porem, conforme explica o sindicato, somente a Empresa Dinâmica foi quem efetuou o pagamento dos seus empregados e, até o fechamento da matéria, as outras duas empresas e nem a SES-DF, haviam se posicionado objetivamente quanto ao pagamento dos trabalhadores.

Antonio de Pádua Lemos, diretor de Comunicação e Imprensa do Sindiserviços-DF, disse que a tendência, caso não ocorra uma solução imediata, é a ampliação do movimento grevista nesta quinta-feira (11) nos demais hospitais, postos de saúde e nas UPAs – Unidade de Pronto Atendimento.

 

Limpeza e merenda escolar também vão parar

O Sindiserviços-DF informa que cerca de 4 mil trabalhadores na limpeza e conservação das escolas públicas e que são empregados das empresas Juiz de Fora e Servegel, juntamente com quase mil trabalhadores na merenda escolar das empresas Confere e Servegel, também prometem cruzar os braços nesta quinta-feira (11), pelo mesmo motivo; ainda não receberam os seus salários e nem o tíquete alimentação do mês de abril.

O Sindiserviços-DF explica que o pagamento dos trabalhadores já deveria ter sido creditado também desde o ultimo dia 6 de maio, quinto dia útil do mês.

Os trabalhadores da Educação vivem a mesma rotina nefasta que os trabalhadores da Saúde; constantes atrasos de salários e benefícios há mais de dois anos.

O Sindiserviços-DF, também já encaminhou comunicado de greve para as empresas e para a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE/DF), e até o momento não obteve uma resposta objetiva.

Pádua destaca que o sindicato também tem denunciado e participado de diversas audiências no Ministério Publico do Trabalho (MPT) e na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/DF) com as empresas e o próprio Governo do Distrito Federal (GDF). Porem, a solução fica só na promessa, finalizou Antonio. 

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