Outubro é o mês de combate e prevenção ao câncer de mama, através da campanha Outubro Rosa. A data foi criada em 1977 nos Estados Unidos e tem como principal objetivo esclarecer as mulheres sobre a gravidade da patologia que, se descoberta em fase inicial, possui 98% de chance de cura. O movimento também orienta as mulheres sobre seus direitos e acesso ao tratamento em caso de diagnostico positivo para a doença.                   

  

No Brasil, diversas ações são promovidas de incentivo ao autoexame mamário, realização de exames periódicos de rotina e visita anual ao mastologista.

 

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a enfermidade é a patologia maligna que mais mata as mulheres e os dados revelam um aumento da incidência desta doença no país. Para este ano, a estimativa é de 59 mil novos casos, principalmente pela falta de diagnóstico precoce. É importante lembrar que os homens também estão sujeitos a desenvolverem a doença.  Apesar de ser raro, cerca de 1% da ala masculina com idade superior a 60 anos pode desenvolver  câncer de mama. 

 

A data é ainda mais relevante se analisada do ponto de vista do atual cenário político. O segundo turno das eleições está chegando e é importante elegermos candidatos comprometidos com a promoção de políticas sociais, principalmente, voltadas para as minorias.

 

Um mau governo faz mal para a saúde

 

Este ano, por exemplo, Temer retirou R$ 209 milhões de áreas sociais para fazer propaganda de seu governo. Verbas que seriam destinadas à Saúde,  ao combate à violência contra a mulher, reforma agrária e aviação, foram revertidos em propaganda governamental.

 

Em 2016, logo que assumiu a presidência através de um golpe parlamentar, diversas políticas afirmativas de direitos sociais foram extintas, entre elas, a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Sem falar da Emenda Constitucional 95 que congela os investimentos em Saúde, e outras áreas, por 20 anos, que faz parte do pacote de atrocidades trazido pelo governo ilegítimo.

 

Se contrapondo a esse cenário de retrocesso é possível destacar as ações de valorização da mulher nos 13 anos de governo progressista. Durante os mandatos de Lula e Dilma, foi registrado o maior número de ministras em um governo federal, bem como a criação de secretarias da Mulher nos governos municipais e de um ministério de Políticas para o segmento.

 

Em 2003 surgia também o Bolsa Família, que tem como objetivo combater a fome e a pobreza, incentivar a educação e os cuidados médicos nas famílias mais pobres no Brasil. De acordo com dados  do Ministério das Cidades, as mulheres são as principais beneficiárias da iniciativa em 92% das famílias participantes, independentemente do arranjo familiar. Além disso, em 2005 foi implementado o Ligue 180, criado para orientar a população feminina em situação de abusos e violência, bem como a aprovação da Lei Maria da Penha. A norma alterou o Código Penal, possibilitando que agressores de mulheres em âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada e muitas outras conquistas.

 

“Precisamos alertar e promover ações de prevenção ao câncer de mama, mas também, de combate a outros males e injustiças que assolam as mulheres. Nossa luta pelo restabelecimento de políticas públicas de valorização e proteção ao segmento e a promoção de ações afirmativas deve ser constante”, alerta a secretária de Mulheres da CUT Brasília, Sônia Queiroz.

 

Para ela, o atual momento político é bastante importante e, principalmente, as mulheres devem refletir muito antes de votar. “Todas devemos ter acesso a um tratamento público, gratuito e de qualidade e devemos eleger candidatos comprometidos com a nossa saúde e bem estar”, finaliza.

Fonte: CUT Brasília