Por Imprensa Sindiserivços-DF - Robson Silva

 

Reunidos no final da tarde dessa quarta-feira 26 de setembro, as trabalhadoras e os trabalhadores terceirizados no Distrito Federal (DF), representados pelo Sindiserviço-DF, aprovaram em Assembleia Geral da Data-Base 2019 a reivindicação de reajuste salarial de 6% (seis por cento), aumento no tíquete alimentação para R$ 35,00 (trinta e cinco reais) e a permanência da gratuidade no Plano de Saúde Ambulatorial e no Plano Odontológico, juntamente com a garantia das atuais clausulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que passará a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2019.       

       

Após a aprovação das bases reivindicatórias, os trabalhadores entraram em estado permanente de mobilização e deliberaram à direção do Sindiserviços-DF que represente a categoria na mesa de negociações com os patrões.

 

 

A assembleia também aprovou, por unanimidade, a contribuição espontânea de 3% sobre o primeiro salário reajustado em 2019, de Taxa Assistencial, o que contribuirá para que o sindicato tenha condições de suprir com parte das despesas com a Campanha Salarial.

A presidente do Sindiserviços-DF, Maria Isabel Caetano dos Reis - Dona Isabel, lembrou aos presentes sobre a importância fundamental da participação maciça da categoria em todos os momentos da Campanha Salarial.

O que, externou, fortalecerá a pressão junto aos patrões para aprovar as nossas reivindicações.

Dona Isabel também lembrou que a aprovação das negociações do ano passado só ocorreu depois que uma empresa ameaçou não pagar o tíquete alimentação a partir de 1º de janeiro deste ano, caso a categoria não aprovasse a Data-Base, tendo como referencia a recém-aprovada reforma trabalhista pela bancada empresarial no Congresso Nacional e homologada pela Presidência da República.

 

 

E explicou que a “maldita” reforma determina que a Convenção Coletiva tenha mais poderes que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - acordado sobre o legislado.  

Maria Isabel também lembrou que a famigerada reforma de moderna nada tem, pois está desempregando milhares de pais e mães de família, que estão se transformando trabalhadores em diaristas e ganhando um misero salário, sem a Carteira de Trabalho assinada e sem direitos e conquistas trabalhistas garantidas, conforme determina a CCT e a CLT.

O presidente interino, Rodrigo Rodrigues, e o Secretaria de Administração e Finanças da entidade, Julimar Roberto de Oliveira Nonato, fizeram questão em suas falas de externar apoio incondicional da CUT Brasília à categoria.