Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Silva

Após lotar as galerias da Câmara Legislativa do DF (CLDF), na ultima terça-feira (26) passada, parte dos 600 trabalhadores terceirizados que estão de aviso prévio nas empresas Ipanema e Apecê e que executavam os serviços de limpeza e conservação nas redes públicas de Educação e Saúde, acompanharam na manhã desta quinta-feira (28), no Palácio do Buriti, a reunião proposta pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT/DF) com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF).

 

 

Diversos representantes do Governo do Distrito Federal (GDF), uma comissão dos trabalhadores, a presidente do Sindiserviços-DF, Maria Isabel Caetano dos Reis (Dona Isabel), assessores do sindicato e o também deputado distrital Agaciel Maia (PR), fizeram parte da reunião.  

Em entrevista após o encontro, o qual a Imprensa Sindiserviços-DF só pôde fazer o registro fotográfico, o distrital Chico Vigilante (PT/DF) frisou que sentiu interesse efetivo do governador em querer resolver a situação, pois demonstrou não estar bem informado sobre o problema.

             De imediato, disse Vigilante, ficou acordado para o sindicato encaminhar a lista dos demitidos para a Secretaria de Estado da Educação (SEE/DF) reaver às demissões.

No caso da Saúde, o parlamentar informou que será necessário alterar uma norma pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag-DF), para na próxima terça-feira (03/07) ocorrer nova reunião com o governador, os representantes das respectivas secretarias e os donos das empresas e os diretores do Sindiserviços-DF, para se resolver o problema.

 

Dona Isabel

Em sua fala na reunião e depois para os trabalhadores, Dona Isabel disse que relatou para o governador a dramática situação em que estão vivendo os 600 pais e mães de família que foram demitidos.

Auxiliada por sua assessoria técnica, ela disse à Rollemberg que as demissões só precarizam ainda mais a já deficitária prestação dos serviços na limpeza e conservação das escolas, hospitais, postos de saúde e UPAs no DF.

Alem de estarem em total desacordo ao que determina a Instrução Normativa do Ministério de Planejamento – MPOG, do Governo Federal, principalmente quanto a área de atuação diária de um trabalhador, que é de no máximo 600 metros quadrados, ressaltou a presidente.

Ela também frisou que no caso especifico das demissões na Saúde Pública, o sindicato havia constatado que nos postos nos quais trabalhavam entre cinco ou sete profissionais, hoje tem apenas um único trabalhador para atender a exagerada demanda de serviços, obrigando o profissional a uma jornada de trabalho de até 65 horas semanais, quando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) determina 44 horas semanais.

Também, denunciou, os trabalhadores estão trabalhando aos  sábados sem receberem a obrigatoriedade do pagamento do tíquete alimentação, conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho do Sindiserviços-DF.