A CUT Brasília convoca toda a classe trabalhadora, movimentos sociais e entidades sindicais para ato nacional em defesa da Petrobras pública e como instrumento de desenvolvimento do país. No DF, a atividade acontece nesta quarta-feira (30), com concentração a partir das 16h, no gramado em frente à plataforma inferior da Rodoviária.

 

Frente ao caos instaurado no país, a Central defende a mudança na política de preços que o governo ilegítimo de Michel Temer impôs à estatal. Pois, considera criminosa a ação de atrelar o valor dos combustíveis no Brasil à oscilação do dólar e do petróleo, acarretando na alta dos custos do diesel, da gasolina e do gás de cozinha.

 

Segundo levantamento do Dieese, a Petrobras reajustou o preço da gasolina e do diesel nas refinarias por 16 vezes em apenas um mês. O preço da gasolina saiu de R$ 1,74 e chegou a R$ 2,09, alta de 20%. Já o do diesel foi de R$ 2,00 a R$ 2,37, aumento de 18%. Para o consumidor final, os preços médios nas bombas de combustíveis subiram de R$ 3,40 para R$ 5,00, no caso do litro de gasolina (crescimento de 47%), e de R$ 2,89 para R$ 4,00, para o litro do óleo diesel (alta de 38,4%).

 

O secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, explica o cálculo desse golpe. “O que Temer e seus comparsas querem é desmontar a Petrobras. Ao igualar o preço dos combustíveis brasileiros aos valores internacionais, o governo golpista atrai as petrolíferas estrangeiras para a compra das refinarias da estatal. Essas empresas multinacionais só operariam no Brasil com a garantia de preços mais altos”, alerta o dirigente ao lembrar que, recentemente, o governo golpista anunciou que pretende vender quatro das unidades de refino da Petrobras.

 

“Portanto, neste dia 30, vamos realizar uma grande mobilização em todo o país pela redução do preço do diesel, da gasolina e do gás de cozinha; pela mudança na política de preços dos combustíveis; em defesa da Petrobras como empresa pública; exigindo a saída de Pedro Parente da presidência da companhia e por eleições livres e democráticas”, conclui Rodrigues.

Fonte: CUT Brasília