Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Oliveira Silva

Sindicalistas presentes no Simpósio 

 

Para o catedrático do Direito do Trabalho e Seguridade Social e diretor do Curso Avançado em Direito do Trabalho da Universidade de Sevilha, Espanha, Antonio Ojeda Avilés, a globalização neoliberal tem ampliado estrondosamente o desemprego, o emprego desregulamentado e intensificado a prestação de serviços virtuais e sem nenhuma garantia em praticamente toda Europa.

 

Sua declaração também fez parte de um comparativo com o processo vivido pela Espanha, o que serviu de modelo para a Reforma Trabalhista brasileira (Lei n. 13.467), tema principal do Simpósio "Reforma Trabalhista, e agora?”, realizado na tarde dessa segunda-feira (21), na Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), em Brasília, com abertura da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que falou sobre o combate à corrupção e contra os empregos desregulamentados, o que considerou ser uma verdadeira escravatura contemporânea.

 

 

Dona Isabel atenta a palestra do Professor Antonio Ojeda 

 

A presidente do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no Distrito Federal (DF), Maria Isabel Caetano dos Reis (Dona Isabel), assistiu estarrecida a palestra do sociólogo e titular da Universidade Estadual de Campinas-SP (Unicamp), Ricardo Antunes, sobre os “impactos sociais da reforma trabalhista no Brasil”, que na opinião do professor tem sido ainda mais devastador para milhares de trabalhadores que estão perdendo o emprego e, sem alternativas, estão ingressando no mercado da informalidade, porem sem estrutura ou capital de giro, rapidamente voltam a figurar às listas de desempregados falidos.

 

A Reforma Trabalhista, que passou a vigorar no dia 11 de novembro, na opinião da vice-presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosa Maria Campos Jorge, após seis meses, tem demonstrado na pratica o seu poder devastador de empregos com direitos garantidos, tem aumentado a pejotização (PJ) e o trabalho informal.

 

Dra. Rosa Maria Campos do Sinait

 

Alem, continuou, da queda no número de ações trabalhistas e a insegurança jurídica que causa para o trabalhador, ficando explicito à tentativa de enfraquecimento do poder de organização e representação dos sindicatos para a classe trabalhadora.

Com dados, gráficos e pesquisas sobre os diversos aspectos precarizantes e danosos para os trabalhadores e a sociedade em geral, o que vai totalmente ao contrário da divulgação oficial sobre a Reforma Trabalhista do Governo, foram demonstrados nas opiniões de palestrantes como o procurador-Geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, o diretor-Geral Adjunto da ESMPU, Alberto Bastos Balazeiro, o presidente da ANPT – Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Ângelo Fabiano da Costa, o presidente da Anamatra – Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Guilherme Feliciano, entre varias outras lideranças e autoridades presentes.       

Palestrantes

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