]Texto/Fotos: Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Oliveira Silva

 

A presidenta do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no DF, Maria Isabel Caetano dos Reis (Dona Isabel), classificou como covarde e injustificada a demissão de 400 garis dos serviços de limpeza urbana do Distrito Federal (DF), em audiência pública na manhã de quarta-feira (16/05), realizada no Plenário da Câmara Legislativa do DF (CLDF), e que foi comemorativa à passagem do Dia do Gari.

 

Proposta pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT/DF), na audiência, o parlamentar e a deputada federal e presidenta do PT/DF, Erika Kokay, fizeram questão de frisar para o chefe da Assessoria de Comunicação Social e Mobilização dos Serviços de Limpeza Urbana (SLU), Márcio Godinho Oliveira, que as demissões demonstram à falta de gestão pública do Governo do Distrito Federal (DF), diante aos relatos dos trabalhadores que foram demitidos por perseguição, sem justificativa e irregularmente.

 

 

No que a procuradora do trabalho, Carolina Vieira Mercante, representando o Ministério Público do Trabalho (MPT), ressaltou os aspectos danosos da Reforma Trabalhista, o que vem provocando demissões equivocadas ao que determina à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

 

Debate acalorado

Já o presidente do Sindlurb - Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana no DF, José Cláudio de Oliveira, demonstrou a indignação da categoria, explicando que após a assinatura do contrato emergencial com as empresas Valor Ambiental e Sustentare Saneamento para a execução dos serviços de limpeza urbana no DF, o SLU deu anuência às demissões, o que vem provocando dispensa irregular de trabalhadores, principalmente por perseguição.

 

Neste sentido, Claudio exemplificou que estão sendo dispensados trabalhadores que são cipeiros (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), o que é irregular perante a lei; senhores com a idade avançada e que não conseguirão mais colocação profissional, alem de já estarem próximos da aposentadoria; mães com filhos especiais e vários trabalhadores que se negaram a tirar foto ao lado de Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), em recente visita do governador ao SLU.

 

 

Márcio Godinho, da comunicação social do SLU, explicou que o órgão está em processo de transição para a execução de licitação pública, o que acabará com os contratos emergenciais.

 

Porem, suas explicações não foram convincentes para os demais membros da bancada.

 

O deputado Chico Vigilante explicou que o SLU poderia ter ajustado junto ao Ministério Público um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), outorgado pelo Sindlurb e os representantes das empresas, o que asseguraria o emprego dos trabalhadores demitidos.

 

Para os diretores do Sindlurb, com as demissões haverá a ampliação da exploração do trabalho escravo devido ao já insuficiente quadro de garis que realizam a coleta do lixo urbano nas 31 Regiões Administrativas do DF.

 

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasília), Rodrigo Brito, em sua fala, classificou a gestão pública do governador como sendo mentirosa, desastrosa e temerária à classe trabalhadora do DF.

 

Encaminhamentos

 

Após relatos emocionados e emocionantes e que foram feitos por diversos trabalhadores presentes, no qual respaldaram o empenho e esforço da luta do movimento sindical, considerado como único instrumento de defesa e organização da classe trabalhadora, vários garis se manifestaram orgulhosos com a homenagem.

 

O autor da Lei nº 6.104, de 02 de fevereiro de 2018, que institui o dia 16 de maio como sendo o Dia Distrital do Gari, Chico Vigilante, ficou acordado que os advogados do SLU e os advogados do Sindilurb vão se reunir o mais urgente possível para fazerem o cruzamento dos estudos de viabilidade para a reintegração dos trabalhadores, agora com anuência do Ministério Público do Trabalho.